Sexta-feira, Março 01, 2013

Doce de Tangerina



Ou Marmalade, como os ingleses lhe chamam. Cá em casa, graças a umas tangerineiras e umas laranjeiras muito produtivas em duas aldeias, têm chovido tangerinas e laranjas. Tangerinas mesmo, daquelas pequeninas e bem perfumadas, que confesso raramente como porque sou preguiçosa e elas têm muitos caroços… Mas são tão doces, e cheiram tão bem, que não se podem estragar. Com 3 adultos e um piolho de três anos em casa, principalmente se tivermos em conta que dois dos adultos passam metade da semana fora, não dá para comer tanto citrino ao natural. Então, deste último carregamento, uma boa parte foi para fazer este doce.

Vi várias receitas, em sites por essa internet fora, em livros que tenho em casa, mais ou menos velhinhos, e de todas a que me agradou mais foi a da Martha Stewart, pela simplicidade. Não exige que se ponha a fruta (ou as cascas) de molho durante a noite nem requer nenhuma sabedoria especial. O único defeito é o tempo que demora a cortar as tangerinas: demorei mais de uma hora a fazê-lo, mas eram muito pequeninas e tinham mesmo muitos caroços. Depois disso, o resto é simples. O doce, a marmalade, a compota, ou lá como queiram chamar-lhe, está uma delícia, com o sabor da tangerina completamente puro, e apenas suficientemente doce para ficar às mil maravilhas numa torrada de pão caseiro com manteiga ou queijo creme. E vivam os citrinos!

Doce de tangerina (adaptado daqui)
1,3 Kg tangerinas inteiras, lavadas e secas num pano
1 limão
4 ch. açúcar (cerca de 850 g)

Cortar as tangerinas ao meio, retirar todos os caroços para uma taça (não deitar fora) e cortar cada metade em fatias muito finas. Deitar numa panela grande, juntamente com todo o sumo que vão largando. Com um descascador de legumes, retirar a casca ao limão e partir em tiras muito finas. Juntar às tangerinas fatiadas. Espremer o sumo do limão e deitar na panela, juntando a parte branca espremida aos caroços das tangerinas.

Com uma gaze grande dobrada, fazer uma boneca com os caroços e o resto do limão e amarrar bem com fio de algodão branco. Colocar na panela com as tangerinas, juntamente com 1,5 l de água. Levar a lume forte até ferver. Reduzir e deixar ferver em bom ritmo (nem em cachão, nem só a borbulhar, algures no meio) durante 20 minutos, ou até as cascas das tangerinas estarem tenras.

Juntar o açúcar e continuar a ferver até ganhar ponto. A receita original diz que deveria demorar 40 a 45 minutos, mas no meu caso demorou mais ou menos 1 hora, talvez um pouco mais. Para saber se está no ponto, colocar um prato durante 10 minutos no congelador. Retirar uma colherada de doce para o prato e voltar a colocar no congelador 2 minutos. Quando estiver pronto deverá formar uma película por cima do doce, que encolhe quando a empurramos com o dedo.

Retirar do lume, colocar ainda quente em frascos esterilizados (bem lavados na máquina da louça serve), fechar bem e virar os frascos de cabeça para baixo. Isto vai fazer com que se crie vácuo dentro dos frascos, retirando o ar que ficou lá dentro e preserva o doce por mais tempo. Em alternativa, colocar os frascos bem tapados dentro de uma panela, cobrir com água e levar ao lume, Depois de levantar fervura deixar fervilhar por 10 minutos, ou até que deixem de sair bolhas de ar dos frascos. Guardar à temperatura ambiente até abrir, e no frigorífico depois de abertos.

Notas:
- O site da Martha não fala em caroços… Talvez as tangerinas americanas não os tenham, mas as minhas tinham e muitos. Como a receita do livro mais velhinho que havia lá em casa (o Doze Meses de Cozinha que eu esventrei de tanto o ver de fio a pavio) mandava pôr os caroços e as partes brancas dos limões numa boneca a ferver com as tangerinas, foi o que fiz. Estas partes dos citrinos têm muita pectina e ajudam a prender o doce. É possível que também lhe dêem um travo mais amargo.

- Os limões que vão aparecendo cá por casa também são caseiros, e por isso muito aromáticos. Assim sendo, resolvi juntar a casca do limão ao doce, mas é completamente opcional. O sumo do limão, bem como a parte branca na boneca, servem para adicionar pectina e para o doce prender melhor. Se não quiserem juntar, possivelmente terá que ferver mais tempo, ou talvez seja necessário acrescentar mais algum açúcar. Aconselho a manter, não se nota nada o limão.

- Porque sou incrivelmente distraída, ainda não tirei fotos ao doce, mas queria postar a receita antes que se acabem as tangerinas. Quando tiver foto, venho cá colocar.

Domingo, Outubro 14, 2012

Aniversários

Apesar de ter colocado a primeira mensagem aqui no blog muito antes, foi só há dois anos atrás que coloquei a primeira receita, a receita do primeiro bolo de aniversário do Diogo. Os últimos dois anos foram muito difíceis para mim, principalmente em termos profissionais, e desde o ano passado tenho estado muito ausente deste cantinho. A verdade é que hoje tenho muito menos tempo do que antes para dedicar à cozinha e, por isso, ao blog. Ainda assim, o pouco que publico e o feedback de amigos e família, bem como as amáveis palavras de algumas pessoas extraordinárias do food bloguing português que me dão a honra de por cá passar ocasionalmente, têm-me feito um bem que não consigo descrever.

Este blog, e pensar em coisas que aqui posso partilhar com quem me lê, ainda que poucas vezes, foi muitas vezes o escape de que precisei durante o último ano para suportar o que de menos bom a vida me tem dado. Por isso, hoje venho aqui deixar não uma receita, mas uma foto. Uma vez que a primeira receita que veio cá parar foi do bolo de aniversário do Diogo, a foto de hoje é a do bolo do terceiro aniversário dele. A receita do bolo é a mesma, daí que não a coloque. A foto, como todas as outras que por aqui vão aparecendo, não está grande coisa, mas não queria deixar passar em branco esta altura de aniversários: do meu filhote, meu (faço hoje) e deste blog que já é parte de mim.


A todos os meus amigos, à minha família, e a todos os que por aqui foram passando ao longo destes dois anos, o meu muito obrigada! Venham mais dois!

Quinta-feira, Setembro 06, 2012

Almôndegas



Sempre adorei almôndegas, apesar de cá em casa nunca se terem feito. Não era coisa que a minha mãe fizesse quando eu era criança (até porque quando eu era criança não comia nada a não ser sopa e marisco), nem tinha nenhuma avó, ou tia, ou tia-avó que as fizesse. Simplesmente gostava, ou comecei a gostar quando ganhei o gosto pela comida.

Fazer almôndegas em casa foi algo que só muito recentemente experimentei e não acertei à primeira. Nem à segunda... Mas desta vez, acho que dei com a fórmula certa. Estas ficaram tenras, muito saborosas, suculentas, e são tão fáceis e rápidas de fazer que acho que vão ser repetidas vezes sem conta ao longo do Outono e Inverno. São, definitivamente, comida reconfortante, que sabe bem melhor nos dias frios, e são a minha maneira de dizer ao Outono que tenho saudades dele, está bem na hora de vir expulsar este Verão descarado de calor fora de horas!

650 g carne de vitela (ou outra a gosto) picada
2 pães secos
1 ovo
3 dentes de alho
1 ch. folhas de manjericão (ou salsa)
1-2 c. chá sal (usei o sal para grelhados da Casa do Sal)
3 – 4 c. sopa leite
1 ch. queijo parmesão ralado (opcional)
2 c. sopa salsa picada (opcional)

Num robot, colocar o pão cortado em bocados, os dentes de alho esmagados e sem pele e o manjericão. Picar até estar bem ralado. Numa taça grande, bater o ovo. Juntar a mistura de pão e o leite suficiente para formar uma papa húmida. Juntar a carne, temperar com sal e misturar bem com um garfo, até estar homogéneo. Não amassar com as mãos para que a mistura se mantenha leve e não compacta. Formar as almôndegas.

Num tacho largo deitar o molho de tomate. Levar a lume forte e, quando levantar fervura, juntar as almôndegas com cuidado, numa só camada. Deixar retomar a fervura, baixar o lume e tapar. Cozer, sem virar, 3 a 5 minutos, para ficarem firmes. Virar e voltar a tapar. Cozinhar até que estejam totalmente cozidas, mas tenras, cerca de 20 minutos, regando de vez em quando com o molho do tomate. Se necessário, juntar um pouco de água para que o molho não seque.

Depois de cozido, retirar do lume, espalhar por cima o queijo ralado e a salsa, tapar apenas por 1 a 2 minutos para derreter o queijo e servir.

Notas:
- A quantidade de leite que se usa para as almôndegas depende do pão: se estiver muito seco (como o meu estava), absorve mais leite, se estiver mais fresco, absorve menos. A ideia é formar uma papa húmida, portanto ajustem a quantidade de leite em conformidade;

- Para formar as almôndegas usei uma colher de gelado e esta mistura rendeu 17, bem grandes (lá em casa não comemos mais de 10 de cada vez, 3 por adulto e mais uma para o Diogo);

- Depois de formadas, as almôndegas podem ser cozinhadas imediatamente, ou congeladas (que foi o que eu fiz). Para as congelar, colocar num tabuleiro grande, numa só camada, e levar ao congelador até estarem totalmente congeladas. Retirar para uma caixa ou um saco plástico, fechar bem e guardar. Para cozinhar, saem directamente do congelador para o tacho e cozem por mais 5 a 10 minutos.

Sexta-feira, Agosto 31, 2012

Pato com Abacaxi



Adoro comida chinesa, sempre adorei. Aliás, adoro comida oriental, os cheiros e sabores das especiarias orientais deixam-me literalmente tonta. Mas não adoro comer em restaurantes chineses… O meu problema com os restaurantes chineses é só um: MSG, ou monoglutamato de sódio.

Durante vários anos comi comida chinesa quase semanalmente, até que a dada altura comecei a sentir fortes dores de cabeça sempre que ia a um restaurante chinês. A princípio pareceu-me estranho, mas a verdade é que a dor de cabeça começava uns 10 a 15 minutos depois de começar a comer e durava várias horas. Depois de algumas pesquisas na internet, descobri que não era impressão minha, era antes uma reacção alérgica ao mal-fadado MSG – um intensificador de sabor muito usado pelos restaurantes chineses fora da China…

Assim, deixei de ir a restaurantes chineses, mas deixar de comer comida chinesa estava completamente fora de questão. Então fiz o que sempre faço nestas ocasiões: procurei até encontrar receitas que me agradassem e que pudesse facilmente fazer em casa. Esta é uma delas, pensada para substituir uma receita de Pato no Ananás que comíamos num dos nossos restaurantes chineses favoritos. Não ponho o pato no ananás (dá trabalho demais...), mas posso assegurar que fica delicioso!

Para 3 pessoas:
2 peitos de pato
1 clara de ovo
3 c. sopa maizena
1 fatia grossa (2 cm) de abacaxi, descascado, sem o centro, e cortado em pedaços de cerca de 1 cm de lado
1 cebola pequena, descascada e cortada em bocados de cerca de 1 cm
1 cenoura pequena, descascada, partida ao meio e cortada em meias rodelas de 2 a 3 mm de espessura
1 pimento verde pequeno, lavado, sem sementes e cortado em bocados de 2 cm
200 g. cogumelos shitake, limpos, sem pé, cortados ao meio (ou em 4 se forem grandes)
3 – 4 c. sopa azeite ou manteiga (ou uma mistura dos dois)
Sal e piri-piri a gosto

Molho:
Sumo de meia laranja
½ c. sopa maizena
1 c. sopa bem cheia açúcar
1 c. sopa molho sweet chili
2 c. sopa ketchup
1 c. sopa molho de peixe
3 c. sopa molho de soja
3 c. sopa vinagre de sidra ou de arroz
½ ch. água

Arroz Chau-Chau

2 punhados mal cheios de arroz
½ ch. ervilhas
½ ch. milho
2 ovos grandes
1 c. sopa azeite ou manteiga

Num tacho com bastante água a ferver temperada com sal, deitar o arroz. Deixar ferver 3 a 4 minutos e juntar as ervilhas e o milho. Deixar cozer até que o arroz esteja al dente.

Entretanto, tirar a pele aos peitos do pato e cortar em tiras de cerca de 0,5 cm. Colocar numa tigela, juntar a clara de ovo e a maizena e mexer bem até todos os bocados de carne estarem cobertos pela mistura. Numa frigideira, de preferência antiaderente, aquecer o azeite (ou a manteiga) e fritar os bocados de pato em lume forte até estarem dourados dos dois lados. Se necessário, fritar em duas ou três vezes. Retirar para um prato e reservar.

Na mesma frigideira, colocar a cebola e a cenoura e saltear em lume forte 2 a 3 minutos. Juntar os cogumelos e saltear até se evaporar o líquido que deitam. Entretanto, misturar todos os ingredientes para o molho numa taça. Juntar a carne do pato ao tacho e envolver. Juntar o molho e deixar levantar fervura, mexendo sempre para não criar grumos. Baixar o lume e deixar apurar 4 a 5 minutos. Temperar a gosto com sal e piri-piri.

Escorrer o arroz e bater os ovos. Juntar o abacaxi e o pimento à mistura da carne e mexer. Deixar ferver mais 2 minutos. Numa outra frigideira antiaderente aquecer uma colher de sopa de azeite ou manteiga. Deitar os ovos e mexer com uma colher de pau até que alguns pedaços comecem a estar cozidos, mas ainda com bastante ovo líquido. Juntar o arroz com as ervilhas e o milho e mexer muito bem, envolvendo o arroz no ovo ainda cru e distribuindo os pedaços de ovo cozido uniformemente.

Retirar do lume o arroz e o pato, deitar em travessas ou pratos de servir e servir imediatamente.

Notas:
- O que demora mais a fazer neste prato é preparar os vários elementos. Depois de se começar a cozinhar, não deve demorar mais de 15 minutos (máximo!). É, por isso, muito importante que se faça toda a preparação dos legumes, fruta e molho antes de colocar a frigideira ao lume – assim, quando se começar a cozinhar, não é preciso fazer mais nada a não ser concentrarmo-nos no processo, que exige alguma atenção. Ainda assim, demorei cerca de 50 minutos a fazer tudo, incluindo preparar os legumes e a carne;

- O arroz pode ser cozido previamente, com as ervilhas e o milho, se se preferir. O único cuidado a ter é não o deixar cozer demasiado (ainda vai cozer mais um bocadinho com o ovo) e passar bem por água fria para eliminar a goma e parar a cozedura. Se necessário, juntar um fio de azeite e mexer bem, para não colar;

- Passar a carne por clara de ovo ajuda, supostamente, a torna-la mais tenra. Li isso já não sei bem onde e a verdade é que resulta. A maizena torna-a mais crocante e ajuda a engrossar o prato, uma vez que se prepara tudo na mesma frigideira. É importante que a carne seja alourada numa camada única e em lume bem forte, mesmo que seja necessário fazer em 2 ou 3 vezes, para ficar bem dourada. A intenção não é cozer totalmente, apenas alourar. Tudo isto seria muito mais fácil num Wok, mas não tenho e não é absolutamente necessário.

Quarta-feira, Agosto 22, 2012

Tiramisu de Limão



A intenção era fazer um tiramisu de lavanda (com a geleia das flores da dita), mas o sabor da lavanda foi completamente obliterado pelo do limão. Mas nem tudo são más notícias… O tiramisu de limão ficou delicioso, e muito mais fresco que a versão tradicional, perfeito para dias quentes! Por isso, aqui fica, enquanto os dias continuam quentes.

Para 6 a 8 pessoas:
250 g mascarpone (deve estar à temperatura ambiente)
4 c. sopa açúcar
Sumo e raspa de dois limões
5 ovos grandes
200 g biscoitos de champanhe

Bater as gemas com o açúcar até estarem cremosas e esbranquiçadas. Juntar o mascarpone e a raspa da casca dos limões e envolver completamente. Bater as claras em castelo (para facilitar, deve juntar-se uma pequena pitada de sal). Envolver com cuidado na mistura de mascarpone, sem bater.

Colocar o sumo dos limões num prato fundo. Juntar igual quantidade de água quente (quem gostar das coisas menos ácidas, pode juntar aqui uma colher de sopa de açúcar). Molhar metade dos biscoitos nesta mistura e colocar no fundo de uma taça de vidro (ou de taças individuais, que foi o que fiz). Cobrir com metade do creme de mascarpone e repetir com os restantes ingredientes. Levar ao frigorífico pelo menos duas horas e servir bem fresco.

Notas:
- Para envolver as claras deve-se começar por colocar uma pequena quantidade de claras (duas ou três colheres de sopa) na mistura de mascarpone e, com uma colher de metal grande, usar movimentos circulares de baixo para cima, rodando a taça para envolver. Depois deve-se juntar o resto das claras em 3 vezes, usando o mesmo procedimento para as envolver: “cortar” a mistura de cima para baixo, com a colher na vertical, até chegar ao fundo; rodando a taça, trazer a colher para cima junto à parede da taça; repetir o movimento de cortar e levantar, rodando a taça entre ¼ e ½ volta de cada vez, até não se verem mais claras antes de incorporar mais.

- Neste tiramisu não acho que o cacau fique muito bem para polvilhar, por isso usei um açúcar com raspa de limão (parecido com este sal, mas feito com açúcar). É totalmente opcional, é só para lhe dar uma piada porque não acho que precise de mais açúcar.

Sexta-feira, Agosto 17, 2012

Panquecas de Curgete



Há pouco tempo descobri, num blog que adoro, uma receita que me parecia a forma perfeita de comer panquecas ao pequeno-almoço. A Deb, do Smitten Kitchen, conseguiu fazer umas panquecas que não só têm pouquíssima gordura (ainda por cima azeite) e ainda menos açúcar, como as fez com metade da farinha integral e 250 g de curgete ralada. Ou seja, isto é praticamente o equivalente a comer um prato de curgete ao pequeno-almoço!

Além de serem muito saudáveis (principalmente para panquecas), são absolutamente deliciosas, mesmo sem nada. Claro que panquecas exigem acompanhamento, e já que estamos no Verão, resolvi aproveitar a abundância de fruta. Já as fiz com morangos e ficam perfeitas, mas desta vez foram os pêssegos que brilharam como joias em cima destas pequenas maravilhas. Provado e aprovado por todos cá em casa, em particular o Diogo que comeu duas!

Para 12 panquecas de cerca de 10 cm (daqui):
2 c. sopa iogurte grego
2 c. sopa leite
2 ovos
2 c. sopa açúcar
3 c. sopa azeite
250g curgete ralada (uma curgete de cerca de 300 g)
½ ch. farinha integral
½ ch. farinha com fermento
1 c. chá bicarbonato de sódio
1 c. chá canela
1 pitada sal

Acompanhamento:
2 iogurtes gregos não adoçados (um dos quais pode servir para se tirarem as 2 c. sopa para a massa das panquecas)
1 vagem baunilha
2 c. sopa açúcar
2 pêssegos, ou 200 g morangos, ou outra fruta a gosto (amoras, por exemplo)

Fazer primeiro os acompanhamentos:
Descascar e cortar em pedaços pequenos os pêssegos. Deitar 1 c. sopa de açúcar por cima, envolver e deixar repousar enquanto se fazem os outros elementos. Retirar para uma taça 2 c. sopa de um dos iogurtes e deitar o resto numa taça de vidro. Retirar as sementes da vagem de baunilha e juntar ao iogurte. Juntar 1 c. sopa de açúcar e mexer bem.

Fazer as panquecas:
Juntar às 2 c. sopa de iogurte o leite, os ovos, o açúcar e o azeite. Misturar bem. Juntar a curgete e mexer. Numa taça à parte misturar as farinhas, o bicarbonato de sódio, a canela e o sal. Juntar à mistura de curgete e mexer com uma colher de pau até estar incorporado (não bater ou mexer demais!).

Colocar uma frigideira antiaderente em lume médio. Quando estiver quente, deitar colheradas (com uma colher de servir) na frigideira, bem separadas. Achatar ligeiramente as panquecas (se necessário) e deixar cozinhar até estarem douradas por baixo e começarem a rebentar pequenas bolhas por cima. Virar com uma espátula e cozinhar até estarem douradas no outro lado. Manter quentes no forno aquecido a 100º. Servir quentinhas, com o iogurte e a fruta.

Notas:
- Quando se acrescenta a curgete à massa, parece que não vai ser possível incorporar tanta farinha, mas é. A massa fica, inicialmente, muito grossa, mas a curgete deita muito líquido e, se as panquecas demorarem algum tempo a fazer, as últimas serão bem mais líquidas que as primeiras (mas em nada menos deliciosas);

- O passo de manter as panquecas quentes no forno serve dois propósitos: mantém-nas bem quentinhas até à hora de servir; acaba de as cozinhar, uma vez que a massa fica bastante grossa e elas podem não acabar de cozer o suficiente no fogão. Recomendo vivamente não saltar este passo;

- O iogurte grego é mais grosso que o iogurte normal e a vagem de baunilha é um pequeno luxo. Pode-se passar sem ela ou substituir por extracto ou até aroma de baunilha. Ou então, pode-se usar simplesmente um iogurte natural açucarado, de preferência cremoso, ficaria igualmente bom.

Segunda-feira, Agosto 13, 2012

Salada com Melancia e Presunto



A ideia para esta salada partiu da “receita” de melancia com flor de sal. A ideia é que se a melancia fica tão bem com flor de sal, e se melão com presunto é uma entrada tão boa, então uma salada com melancia e presunto não pode ser má! Tenho visto por essa internet fora uma enorme quantidade de saladas com melancia e sempre lhes torci o nariz. Mas depois de ter experimentado melancia com sal, converti-me e esta salada já foi feita várias vezes cá em casa.

Apesar de achar que a melancia torna esta salada realmente perfeita, consigo imaginar que fique bem com muitas outras frutas. Por cá já experimentei com nectarina, e ficou boa (embora não tão boa como com a melancia), mas imagino que o melão não lhe fique nada atrás. Experimentem e digam qualquer coisa!

Para 3 pessoas como prato principal ou 6 como acompanhamento:
1 alface média, lavada e partida em pedaços pequenos
2 tomates médios, lavados e cortados em gomos
2 bolas de mozzarella, cortadas em cubos
1 cebola pequena, cortada em gomos finos (se for brava, marinar em vinagre de vinho e uma pitada de sal 5 a 10 minutos)
2 fatias grossas de melancia, sem sementes, cortada em cubos
½ ch. folhas de manjerico
Flor de sal com pólen de abelhas
Azeite e vinagre de vinho a gosto

Nos pratos (ou numa taça grande) colocar uma cama de alface. Temperar com a flor de sal com pólen de abelhas. Por cima dispor os gomos de tomate, espalhar metade das folhas de manjerico e temperar novamente. Colocar por cima a cebola (se marinada, bem escorrida), a melancia e a mozzarella e voltar a temperar. Arranjar as fatias de presunto no cimo da salada e polvilhar com o restante manjerico. Servir imediatamente, com azeite e vinagre para temperar a gosto.

É importante temperar cada camada da salada com a flor de sal (ou sal normal), caso contrário, uma vez que a salada é servida em camadas e não é mexida, as camadas de baixo acabam por não ser temperadas. De qualquer forma, aconselho mão leve no tempero de cada camada, até porque o presunto já é salgado.